Comunicar-se no Novo Normal

escrito pelo palestrante e especialista em oratória, Évila Deveza Santos Carrera.  

Quem imaginaria que, em tão pouco tempo, nossa forma de trabalhar, estudar e se comunicar sofreria mudanças tão significativas?

De repente, a aula tornou-se virtual; a conferência passou a ser um meeting on-line; o trabalho passou a ser remoto e não nos restou alternativa senão nos comunicar em vídeo.

E o que a comunicação por vídeo tem de diferente e exige de nós?

  1. A imagem em vídeo nos eterniza. Seja uma aula on-line ou virtual, seja uma reunião gravada, a nossa imagem e a nossa mensagem ficam registradas e pode ter um alcance inimaginável. É bom pararmos para refletir que não sabemos com precisão quem e quantas pessoas terão acesso àquele vídeo. Nesse sentido, algumas precauções devem ser tomadas, principalmente em relação ao conteúdo de nossa fala para que ele não reverbere negativamente sobre nós. A postura também merece cuidado, afinal comunicar profissionalismo não deve ser algo apenas de conversas presenciais.
  1. O vídeo exige do comunicador muito mais planejamento de fala que qualquer outra modalidade de apresentação. O vídeo deve ter uma duração limitada, pois nosso corpo e o nosso cérebro não conseguem deter por muito tempo a atenção em uma tela. Filmes de longa duração, com todo um enredo sedutor e efeitos especiais cansam, imagine uma reunião cujo o orador é enfadonho e não tem objetividade na fala? Vídeos exigem que entreguemos “mais” no “menor” espaço de tempo possível e, para que isso seja possível, temos que saber exatamente o que vamos falar com precisão.
  1. Adote técnicas de comunicação para prender atenção. Atualmente, são vários os estímulos. Ninguém garante que, em uma reunião on-line, nosso interlocutor esteja 100% focado nela. Tem a janela de e-mail aberta, tem o celular acusando notificação o tempo todo. Sendo assim, ter uma comunicação que desperte o interesse é fundamental. Nesse sentido, seguem duas dicas: 1) promova interação (basta dar exemplos ou mencionar o nome dos participantes). A ideia é dar a sensação de que a comunicação tem destinatários e que não se trata apenas de você e a câmera; 2) conte histórias e construa analogias. As histórias têm um efeito comprovado sobre nossa atenção. Quem sabe contar histórias terá sempre um público envolvido no processo de comunicação.

Dessa forma, seja no presencial ou no on-line, saber se comunicar adequadamente e com estratégia é fundamental, para que alcancemos os nossos objetivos. Nesse novo normal, a atenção das pessoas está cada vez mais escassa. Se não soubermos ser assertivos e objetivos podemos perder grandes oportunidades e desperdiçar esse patrimônio tão valioso, chamado TEMPO.

 

Material criado e fornecido por Évila Deveza Santos Carrera para o Diário do Palestrante da Base SA. 


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