Por quanto tempo a crise persistirá? A importância da Negociação em tempos de crise
escrito pelo palestrante, economista, consultor e negociador, especialista em estratégia Marcelo Scistowicz

 

Estamos (o mundo todo) vivendo um momento único de nossa história. Uma doença, de proporções globais, atingindo diretamente nossas vidas: pessoal e profissional. No âmbito pessoal (saúde) é difícil, mas, tomando todos os cuidados, passaremos por esta turbulência, sim!

Na questão profissional, fica um pouco mais complexa uma previsão. O que temos certeza é: ainda vai piorar antes de melhorar. Isto é certo. Mas, então, o que podemos fazer para amenizar os impactos do COVID-19 em nossa “vida financeira/profissional”?

A primeira coisa a entender é que todos nós precisaremos ser flexíveis. Aí está, na nossa frente, um raro momento para aprendermos melhor sobre a “empatia”! Em Negociação é uma qualidade fundamental. Se colocar no lugar do outro, entender seus desejos, sua maneira de ver a vida, seus valores…

Voltamos a nossa questão: em uma crise sem precedentes, como minimizar seus impactos?

Como disse lá no início, todos vamos ter que ser flexíveis, negociar… Se queremos sair da crise econômica mais rápido, nossas decisões de hoje precisam ser muito bem pensadas. Nenhum empresário gosta de demitir colaboradores, acredite. Do mesmo jeito, nenhum empresário gosta de mudar sua loja, sua fábrica, de lugar.

Em relação aos aluguéis, não entrar em um acordo neste momento pode ser terrível para ambas as partes. Se para o locador é terrível ficar sem receber o aluguel devido um ou dois meses, em uma crise como a atual, ficar com o imóvel vazio pode significar um período, maior ainda, sem conseguir alugá-lo, pagar Iptu, condomínio… E para o locatário? Bem, se ele resolver sair mesmo do imóvel, haverá custos como mudança, novas instalações, desgastes com colaboradores, etc.

Então, o ideal não é tentar chegar a um “acordo temporário” para que ambos minimizem suas perdas? Porque, como disse, vai piorar antes de melhorar. Ou seja, todos teremos algum tipo de perda, acredite. E, se este triste cenário é certo, temos que minimizar nossas perdas ao máximo… é uma questão fundamental.

Alongar prazos, suspender cobranças, receber/pagar o que for possível (de verdade), pagar impostos e taxas e receber carência para algum pagamento que teria que fazer, etc., são ações razoáveis que, na maioria das vezes, podem ser feitas, sim, e que podem se transformar na “bóia de salvação” para ambas as partes.

É uma nova realidade (esperamos ser passageira) que se apresenta, e temos que nos adaptar. Há 2.500 anos, em A Arte da Guerra, Sun Tzu disse: “A habilidade de alcançar a vitória mudando e adaptando-se de acordo com o inimigo é chamada de genialidade.”

Sun Tzu nunca esteve tão atual.
Empatia nunca foi tão necessária.

 

Material criado e fornecido por Marcelo Scistowicz para o Diário do Palestrante da Base SA. 

 


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