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Esse cabide não é meu!

Professor e Palestrante Osvaldo Matos

Comenta-se, com frequência, que a falta de tempo em todas as atividades humanas atualmente é uma máxima irrefutável. Não  discordo. Não conheço ninguém no meu ciclo de atividades e amizades, que não se queixe dizendo que o dia deveria ter umas 35 horas, pelo menos. Um lembrete a todos: boa ou má notícia, o dia só tem 24 horas mesmo!

Tem gente que já começa o dia devendo 3 horas de afazeres e não satisfeito, aperta a agenda e coloca mais umas 4 ou 5 coisinhas “fáceis e rápidas” de fazer. Logicamente, essas 4 ou 5 coisinhas não são prioridade naquele dia. Inclusive na lista de deveres do dia, se atentarmos direito, poderíamos alinhar essas prioridade para um pouco mais além. Um cliente que estive na semana passada, me comentou que esqueceu de pegar o filho na escola. Pois bem, a criança ficou cerca de 40 minutos esperando o papai que não chegava. Diz Ele que “esqueci de anotar no celular a hora de pegar a criança”. Sem comentários.

Escolha os cabides que te pertence. Conversando com um amigo-irmão sobre as prioridades e suas consequências, ele disse: “Muitas responsabilidades penduradas em mim”. São deveres que assumimos referentes à prioridade e felicidade dos outros. Esses “cabides” não nos pertence. Precisamos mudar a ordem dos cabides para facilitar nossa caminhada diária e consequentemente, nossa meta de vida. Óbvio, que não eliminarei os cabides que não me pertencem. Porém, muitas coisas nos são destinadas e nós, no intuito de ajudar, temos um coração enorme. Temos uma satisfação interior de realizar coisas dos outros. Digo a mim mesmo que uma boa pessoa. Ajudo outras. Ninguém duvidará disso quando você escolher seus cabides em detrimento de outros menos prioritários no momento. Sabe a máxima das comissárias de bordo quando dizem que em casos de despressurização da cabine, primeiro coloque a máscara de oxigênio em você e depois ajude quem estiver a seu lado.

Ouvi uma palestra do médium Divaldo Franco, que Ele cita um palestrante nos EUA, ex-piloto na segunda guerra do Vietnã, Charles Plumb. Ele inicia a palestra perguntando a todos da plateia: “Quem dobrou o seu paraquedas hoje?” Então descreve que seu avião foi abatido no ar e Ele imediatamente ejetou-se e logo em seguida acionou seu paraquedas, sobrevivendo, mesmo em território inimigo. Numa palestra conhece um soldado que dobrava os paraquedas dos pilotos. Esse soldado anônimo que dobrava os paraquedas tinha muitas atividades diárias. Muitas prioridades. Muitas ordens de superiores a cumprir. Talvez, uma família que o solicitava. Demandas como nós temos a cada dia. Porém, o soldado escolhia sua prioridade. Escolhia o principal cabide de suas responsabilidades. Dobrar o paraquedas dos pilotos em ação. Sabia que um erro podia ser fatal.

Material criado e fornecido pelo Professor e Palestrante Osvaldo Matos

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