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Propósito de Vida
por Larissa Dolabella – Gestora do Programa Caminhos para o Equilíbrio

Por que estamos aqui? Qual é o sentido profundo de nossa vida? Como ter um propósito claro e profundo, que nos toque de verdade? E como exercê-lo?

Nos últimos anos tenho refletido sobre como poderia apoiar as pessoas a encontrarem seu caminho próprio, único, seu propósito de vida: não há melhor forma de inspirar do que ser o exemplo, ser coerente – tornar nossa vida um espelho do que pensamos e sentimos, verdadeiramente. Mas também considero imprescindível contribuir para ampliar o leque de informações, conhecimentos e, especialmente, referências das pessoas. Afinal, a tendência do ser humano em geral é se acomodar na sua rotina, no seu campo confortável de conhecimento – espacial, social, cultural. Isso gera um sentimento de segurança e de certa forma simplifica o que é naturalmente complexo: o viver. 

Mas essa acomodação é uma limitação e como tal exclui possibilidades de crescimento, desenvolvimento e, ouso também dizer, saúde, alegria e paz, pois não é possível vivenciar a harmonia se o cotidiano é somente uma série contínua e infindável de deveres, obrigações, trabalhos não preferidos e atitudes impessoais levadas pela força do consciente coletivo e não pela beleza dos talentos individuais.

Talentos são presentes que ganhamos junto com a vida e que podemos oferecer ao mundo através da realização dos nossos anseios mais fortes e mais íntimos – os da alma. Nossas ações, nosso trabalho, nossas instituições, enfim, nosso viver, deveria ser a experiência desses talentos, a oferta desses presentes ao mundo – nosso propósito de vida.

Mas a maioria das pessoas parece não reconhecer essas pérolas dentro de si. Vivem nesse adormecimento, reclamando ou aceitando em silêncio, entristecidas e apagadas;  ou mesmo alegres, mas conformadas, acreditando que a vida é só isso mesmo, que a vida é uma luta. E quanto mais fechadas em seu círculo de referências, mais difícil se torna o despertar. 

Porém, quando uma pessoa é exposta a realidades novas, distintas, às vezes até aparentemente contrárias às suas; e quanto mais formas de pensar e viver uma pessoa conhece, mais ela apreende a dificílima arte da flexibilidade, da humildade e da abertura para novas experiências e formas de entender a vida. Este é um passo imprescindível para este despertar e para a sabedoria que finalmente todos buscamos: ser e estar em paz e feliz, aqui e agora.

Porém, essa plenitude e presença só podemos alcançar trilhando o caminho do nosso propósito de vida, pois ele representa o tal sentido da vida sobre o qual tantos de nós filosofamos. Mas seria então o sentido da vida algo tão abstrato, longínquo ou inalcançável?

Não se nos dedicarmos a compreender. Comecemos olhando pra dentro de nós e nos fazendo as seguintes perguntas: 

“Eu vivo a vida que realmente gostaria?” 

“ Eu amo o que faço? Meu trabalho espelha minha alma?“ 

 “Realizo o que é importante para mim ou o que é importante e aceito pela sociedade?”

Enquanto não assumirmos com autenticidade o que sentimos e pensamos, considerando que vida pessoal e profissional, alma e prosperidade são coisas dissociadas, continuaremos entendendo sentido e propósito de vida como conceitos subjetivos e místicos, desconectados e distantes do contexto prático e material da vida.

Pelo contrário, vivenciamos nosso sentido em cada ação, cada materialização dos nossos anseios da alma. Em nosso trabalho e organizações, temos a chance de compartilhar objetivos e potencializar resultados, gerando repercussões em larga escala.

Negócios planejados e estruturados a partir da consciência do propósito de vida de seus líderes refletem um sentido genuíno, verdadeiro e benéfico para a sociedade, já que a consciência implica necessariamente ações éticas e sustentáveis, pautadas em valores humanos. Uma pessoa trilhando seu caminho próprio brilha com tanta energia e entusiasmo que atrai pessoas, coisas e oportunidades certas nos momentos certos. Essa é a grande força do propósito, do exercício dos talentos naturais que não recebemos por acaso. Ele gera uma reação positiva e benéfica em cadeia, de grande potencial transformador.

E acreditem: a grande recompensa de encontrar e exercer seu propósito de vida é a prosperidade. Mas não entenda prosperidade apenas como o conceito restrito e superficial do retorno financeiro.  “A prosperidade tem a ver com viver uma vida que amamos e saber como criar os meios de que necessitamos para atingir nossos objetivos mais elevados. O conceito de prosperidade não deve ser desconectado da felicidade e da liberdade. O dinheiro em si é apenas um meio de trocar riqueza, isto é, ideias, bens e serviços. A consciência de prosperidade de uma pessoa não depende do acúmulo de dinheiro, mas da confiança na vida e confiança em si mesmo.” Fanny Van Laere

Bonito e desejável, não é? Mas e na prática?

Para alcançar esta Prosperidade com P maiúsculo, como tudo que é grandioso na vida, precisamos percorrer alguns obstáculos:

Conquistar saúde de forma consciente e natural – ampliar nossa forma de ver e compreender os fatores que a influenciam, pois não é possível viver a almejada plenitude sem que antes alcancemos um estado de equilíbrio – físico, emocional, mental, anímico, espiritual. Isso exige consciência corporal e consciência emocional.

Compreender nossas máscaras e nosso processo de auto sabotagem – nossos sentimentos e pensamentos limitantes, que são obstáculos constantes ao exercício consciente dos nossos talentos; “acordar para quem você é requer desapego de quem você imagina ser” (Alan Watts).

Curar nossas dores emocionais para dar lugar e autenticidade a novos pensamentos prósperos – nossa mente insiste em esconder nossas emoções mais profundas, nossos traumas, mantendo-nos na zona de conforto; mas o caminho do propósito exige sair do conforto e entrar na “zona de desafio” – aprendermos a estar presentes e conscientes em cada momento de atitude e decisão; isso exige uma trabalho de auto-conhecimento e ressignificação desses traumas; e não precisamos conquistar isso sozinhos; entrar na zona de desafio pode significar pedir e aceitar ajuda.

E por fim,

Planejar a caminhada, considerando onde queremos chegar, em todos os aspectos da nossa vida – autoconhecimento, inteligência corporal, relacionamentos, inteligência vocacional, inteligência financeira e inteligência de ócio; devemos construir um planejamento realista, detalhado e sustentado por um cronograma, para que nossos objetivos ganhem um “fio terra”.

Não se intimidem com seu planejamento. Tudo na vida começa com o primeiro passo, depois o segundo, o terceiro… perseverança e confiança.

Que vocês tenham coragem para caminhar e prosperar! E que o caminho seja fonte de muitas surpresas, dúvidas, inspirações, pesquisas e descobertas. Mas que sejam especialmente para o seu bem e para o bem daqueles que encontrarão em vocês exemplos a serem seguidos.

E lembrem-se sempre: 

 “O êxito não é a base da felicidade. A felicidade é a base do êxito” (Stephen Covey)

Precisando de apoio, já sabem com quem contar.

Luz e sorte na caminhada!

 

Material criado e fornecido pela Larissa Dolabella para o Diário do Palestrante da Base SA. 

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