Ninguém começa a dar palestras ganhando R$ 6 mil

Bem, os tempos andam atribulados. E, dentro disso, a gente da Base entende nosso papel de servir de âncora para você, no alto-mar doido deste momento. Por conta disso, lutamos diariamente contra alguns mitos do mercado de palestras que são amplamente difundidos, mas só servem para gerar uma expectativa muito alta e, com ela, imediata frustração.

Uma das maiores fábulas que o mercado conta é que esta profissão garante a você R$ 6 mil de remuneração. O discurso varia. Às vezes é “por hora”, às vezes é “no primeiro mês”. Você já deve ter visto algo assim, não é mesmo? 

Falando francamente, não existe dinheiro fácil. E você deve desconfiar de qualquer proposta neste sentido. No entanto, existe sim como construir uma carreira sólida que, com tempo, empenho e trabalho, pode te levar perto deste dígito – ou dígitos ainda maiores. 

A Base reuniu informações que servem como um verdadeiro antídoto para as promessas ilusórias de remuneração e quais os passos da trajetória de quem chega lá.

O palestrante que hoje vive somente de palestras costuma ser alguém neste perfil: muita experiência, conhecimento acima da média sobre determinado assunto e muita capacidade de passá-lo adiante. Neste sentido, será que isso realmente vai fazer com que você ganhe R$ 6 mil reais a hora? Se fosse assim, os consultores do Sebrae e professores universitários estariam super ricos. Mas eles não estão. Não acredite em quem promete mundos e fundos a você neste sentido.

Um dos entendimentos fundamentais para contrapor “o mito dos R$ 6 mil” é que uma experiência sólida é o que gera uma palestra sólida. Nunca o caminho contrário. Mais do que uma expertise,a palestra é um formato. O que você tem de aprender para se tornar um palestrante, é adequar conhecimento e habilidades neste formato. O conteúdo e a experiência condensados em uma hora de palestra costumam ser o resultado de anos de trabalho. 

 

Palestra dá dinheiro, mas demora um pouco!

 

Atualmente, uma palestra gera a remuneração de R$ 10 mil ou mesmo R$ 50 mil reais para uma pessoa que tem um reconhecimento exponencial ou um conteúdo fora da curva, e esse alguém geralmente já é famoso pelo que faz. Para chegar nesta remuneração, o foco deve ser justamente adquirir muita experiência como palestrante, a ponto de criar demanda e ser requisitado para dar palestras. 

 Este caminho é composto por muitas palestras grátis no início, para mostrar que seu conteúdo dá resultado, criar material, avaliações e audiência. Em muitos casos, um palestrante é chamado numa empresa para dizer aquilo que o líder não consegue, com uma abordagem diferente. Você precisa construir credibilidade para que o mercado enxergue que você pode fazer isso.

Aqui na Base, entende-se que a trajetória de um palestrante profissional leva o mínimo de cinco anos para criar estabilidade, tempo razoável para agregar uma carteira de clientes e manter um fluxo de solicitações e prospecções de palestras girando.

Se você planeja viver só de dar palestras, tenha em mente que transitar entre os pontinhos acima é uma construção gradual. O conselho do Márcio Spagnolo, CEO da Base e da Profissionais SA, é: “Enquanto você não tiver uma carteira de clientes forte, não existe estabilidade financeira. O ideal para o palestrante é, no início, conciliar com uma carreira paralela e fazer uma transição bem pensada, de longo prazo. Então, quando já houver renda suficiente para só viver de palestras, aí sim fazer a transição de carreira.

 

Quando esse dia chegar, vamos estar aqui para comemorar com você.

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